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Pretinho da Serrinha @pretinhodaserrinha , cantor, arranjador, compositor e instrumentista brasileiro. Segundo uma reportagem do portal Notícia Preta (@noticiapretabr ) foi vítima de mais um episódio de racismo em uma clínica na Zona Sul do Rio de Janeiro. O sambista contou ao portal que quando chegou para fazer o exame, uma senhora o atendeu e perguntou o que ele pretendia. Pretinho respondeu que queria fazer o exame PCR, e ela logo rebateu: ‘O senhor não está no lugar errado, não? Não está querendo ir à policlínica?’. Ela se referia a uma unidade que tem ali perto, no pé da comunidade da Rocinha. Mesmo Pretinho reafirmando que queria ser atendido no local, a mulher insistiu: ‘Mas o senhor sabe o valor? Custa 450 reais, o senhor sabe disso?'. Pretinho contou ainda que, conseguiu realizar o exame, mas quando foi embora "chorei, irmão. Chorei, porque é difícil. Senti um aperto no pescoço, uma falta de ar. Quando entrei no carro, só quis falar com meus amigos no grupo (de WhatsApp), todos pretos. Sabia que eles iam me entender”. Fonte: Mídia Ninja Não é fácil vir aqui toda terça falar sobre racismo, não é fácil o nó na garganta que se dá a cada relato/depoimento. Quando dói em um, dói em todos. A cada irmão ou irmã que sofre, esse sentimento se espalha pelos nossos e nessas horas, só nós sabemos como um afeto preto conforta. Uma sociedade desinformada diz que racismo estrutural não existe. Entretanto, como já dizia Cazuza "ideias não correspondem aos fatos" e mais uma vez, demonstram como o conceito de preto é sinônimo de pobreza e miséria está entrelaçado nas nossas raízes... Ai complica né, Brasil?! Segundo o artigo 196 da constituição federal brasileira, "a saúde é um direito de todos". Só esqueceram de mencionar que quando se é preto, em uma prole estruturada para brancos, a história é um pouco diferente... Se abre uma margem, onde dúvidas são apontadas, até se você tiver recursos para garantir algo que é seu por DIREITO. Até quando seremos colocados de escanteio? Até quando a sociedade vai tentar a todo custo nos colocar em situações humilhantes e desprezíveis? Vamos seguir lutando! . E aí, ATÉ QUANDO? . #EAíAtéQuando ✊🏿 @rafaelzulu
Jairo Nascimento, jornalista há mais de 10 anos, já passou por diferentes situações de racismo e reconta a primeira vez que teve um fuzil apontado em sua cara durante uma abordagem policial. "Quando saímos do carro, um dos policiais estava apontando uma arma para a minha cara, outro agente mirava para o cinegrafista. Tinha um terceiro policial, mas não lembro se ele apontava para a gente, eu estava focando naquela arma de alto poder destrutívo apontada na minha cara [...] A primeira reação que veio na minha cabeça foi resolver aquela situação o mais rápido possível e sair da mira daquela arma." Não importa o quão bem sucedido for um negro, ou se nunca fez nada de errado, nos olhos de muitos ( NEM TODOS ) da polícia brasileira, os negros são suspeitos. Triste demais saber que isso acontece exclusivamente por conta de nosso tom de pele. Existe um racismo estrutural dentro da nossa sociedade, principalmente quando se trata da nossa polícia. Por uma questao histórica, vemos que muitos acreditam que o negro é sempre o culpado, o negro sempre fez algo de errado. Precisamos lutar contra este racismo sistêmico que permeia a força policial do nosso país, precisamos gritar quando falam pra ficarmos calados! O dever da polícia é proteger a todos, IGUALMENTE, porém não é isso que vemos em prática. Não deixemos acreditar que estas ações são normais, pois elas não deveriam ser. E aí, ATÉ QUANDO? . #EAíAtéQuando ✊🏿 @rafaelzulu