Please enter your e-mail address. We will send your password immediately.

Stories 10 stories
Minha ídola! Te sigo, te admiro e aprendo todos os dias com você! Obrigado! #Repost @djamilaribeiro1 ・・・ Na coluna para a @folhadespaulo de hoje falo sobre o fato de ser negro no sentido político. Para a pessoa negra, a consciência de sua negritude é parte fundamental do "tornar-se negro", expressão imortalizada na obra de Neuza Santos Souza que é bibliografia obrigatória em cursos de psicologia sérios neste país. Negro, na acepção política do termo, vai além da epiderme de negritude clara ou escura. É no sentido de que Lélia Gonzalez traz quando diz que "a gente não nasce negro, a gente se torna negro". Ser negro ou ser negra é conhecer a história do movimento negro brasileiro. Ser negro é entender que estamos num país de quatro séculos de escravidão e que não teve nenhuma política de inclusão da população no pós abolição que negou, e ainda se nega, a encarar de fato as entranhas desse sistema racial que dá oportunidades para que pessoas de um grupo social estejam no topo e que seu discurso seja a norma, ao passo que um grupo enfrente historicamente a invisibilidade. É estudar e reverenciar aqueles que vieram antes, como aqueles que são nossos contemporâneos, fazendo história diante de nossos olhos. Ser negro/ser negra é honrar os povos quilombolas, os povos de terreiro. É partir da lógica da encruzilhada para multiplicar com a força do oceano todas as nossas tecnologias que tivemos que desenvolver para sobreviver aos horrores do colonialismo. Ser negro ou ser negra é nunca se deixar ser o chicote na mão de uma pessoa branca a ser desferido contra o lombo de uma pessoa negra. Pensar como um negro, como brilhantemente expõe meu querido amigo Adilson Moreira, é um exercício de interpretação que é alcançável a todas as pessoas. Por isso, no Dia da Consciência Negra, como em todos ou outros dias do ano, apoie projetos desenvolvidos por pessoas negras, expanda a consciência e pense como um negro, na acepção política do termo. Assim, faremos dessa consciência um método poderoso para combater esse gigante inimigo de toda a sociedade, que é o racismo Ps. Toda solidariedade à família de João Alberto Silveira Freitas e repúdio ao Carrefour.